Grupo de apoio
a homens com câncer de próstata

 

As dificuldades objetivas

O câncer de próstata, remete o homem a ter que lidar com algumas dificuldades, podendo ocorrer períodos de:
• risco de vida;
• disfunção erétil;
• incontinência urinária;
• baixa disponibilidade de energia;
• diminuição ou perda do desejo;
• disfunções intestinais;
• maior dependência do outro.

 

As dificuldades subjetivas

Estes são espaços geralmente envoltos por preconceitos, por não se inserirem no modelo predominante do que é ser viril; onde ser viril é confundido com ser homem, ser potente, ser desejante e desejável e ser invulnerável.

Entretanto, ninguém deixa de ser homem ao contrair o câncer de próstata.


As atitudes

Perante os preconceitos existentes, podemos nos resignar às vergonhas ou nos fazer respeitar.

Resignar-se envolve desistir de uma vida digna, aceitar um lugar menos qualificado, descuidar de si, isolar-se, abandonar as alegrias da vida e parar de buscar soluções.
Para se fazer respeitar é preciso transformar, principalmente em si mesmo, todos os preconceitos que negam esta dignidade.
É preciso aprender a cuidar de si da melhor forma possível para melhor solucionar os problemas advindos.

Os recursos

Fazer-se respeitar envolve:
– Manter o respeito próprio, não se identificando com a doença;
– Assumir a responsabilidade do cuidado consigo mesmo, delegando-o sempre que oportuno;
– Refletir sobre a adequação das nossas crenças, e questionar o que se mostrar inadequado;
– Buscar novas alternativas a cada limitação encontrada;
– Poder se despedir do velho para poder abraçar as novas possibilidades;
– Buscar alianças porque ninguém é onipotente;

Isolar-se é o pior remédio!

Sabemos que o isolamento e as doenças crônicas são dois fatores que tendem a formar um ciclo vicioso.
E que a boa saúde e a interação social, formam ciclos virtuosos.
É preciso aprender a interagir, incluindo as dificuldades, e a incluir-se apesar delas.

As competências

“Aquilo que não mata, engorda.”

Quando uma ostra se fere, ela vai construindo uma pérola em volta do seu sofrimento.

Assim como as ostras, nossas maiores competências são provenientes da experiência que adquirimos ao enfrentarmos os obstáculos que vivenciamos.

O espaço de acolhimento

Na conversa se criam novos entendimentos a partir das reflexões sobre o que nos atinge.
Como os preconceitos estão inseridos em uma linguagem que permeia nossa cultura, é através das conversações que podemos reavaliar essa linguagem, construindo novas formas de nos referir à nossa vida, em novos enunciados que reconheçam a sua dignidade dando-lhe um novo sentido e valor. Assim, o enfoque passa a ser a vida e não, a morte e o sofrimento.

Oferecemos um espaço de acolhimento e tratamento que permita:
• A troca de experiências com pessoas que atravessam problemas semelhantes resultando em um apoio mútuo
(que, por conseqüência, elimina o isolamento e as vergonhas);
• Reflexões sobre os entraves que dificultam a superação das dificuldades e a descoberta de novas soluções;
• Um cuidado com as feridas emocionais que acompanham as feridas do corpo;
• Um apoio profissional que nos traga a garantia de um respeito mútuo e um cuidado mais especializado quando necessário.

 

Espaço de Recuperação
da Dignidade do Homem

 

Cid Merlino
médico e psicanalista
2527-5064
8815-0069

R. Mª Angélica  325/101 Jardim Botânico
CRM 52-32.286/5

José Guilherme Oliveira
psicólogo e psicoterapeuta
 2557-2994
8116-0304

Tv. Euricles de Matos 39
Largo do Machado
CRP 05-25.410

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