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O R G O N i zando |
Psicoterapia Corporal
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Lidando com o PerigoJosé Guilherme OliveiraPerante uma situação de perigo, os animais dispõem de três reações possíveis: confrontar, fugir ou então fingir-se de morto. Para
enfrentar o perigo é necessário disponibilizar muita energia para uma
ação decisiva. Portanto, em primeiro momento o organismo acumula energia,
ele se carrega, ao mesmo tempo, avalia a situação.
As
duas primeiras reações, confrontar ou fugir, ocorrem quando o organismo
encontra uma saída. A ansiedade dá lugar à ação, a cisão é desfeita e
hiperexcitação se descarrega. Mas
quando o organismo acuado não encontra uma saída, ele se paralisa, a descarga
energética não ocorre e a cisão persiste; o organismo colapsa mas permanece
hiperexcitado. Tudo fica em suspenso. No homem a experiência não
é simbolizada nem integrada às demais. Os vestígios corporais hipertensos
permanecem como uma memória inconsciente; o significado não é elaborado.
Isso constitui o acontecimento traumático.
É muito comum acharmos que não somos traumatizados. Realmente, a maioria não sofre de Transtorno de Estresse Pós-Traumático, mas essa mesma dinâmica dos grandes traumas se repete em menor intensidade sempre que ocorre algum nível de paralisia perante um acontecimento qualquer. A descarga motora sendo suspensa, a cisão é mantida. Toda situação onde ocorre algum nível de paralisia repete esse mecanismo de manutenção da cisão entre a hiperexcitação e a sua descarga motora.
São mini-traumas que emperram o nosso funcionamento, diminuindo
nossa qualidade de vida. Todos nós temos em nossa história muitos eventos
em que ficamos sem ação, e pouco nos damos conta do quanto poderemos ganhar
se pudermos processá-los.
Bibliografia:
CARBALLO, Jorge. Teoria y clinica orgonomica del trauma. In: Saber em Movimento. Rio de Janeiro, 2000. cd-rom. BISBEY,
S. Manual de Aprendizaje de Reduccion de Incidentes Traumaticos.
Reconpilacion de Jorge Carballo. Apostila. |
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