A bioenergia como
uma disponibilidade energética
Prólogo
Este artigo é um capítulo do livro Ser
e Não Ser, a dinâmica do universo, de minha autoria.
A partir de alguns conceitos da física, da bioquímica,
da biologia, das teorias de sistemas e da complexidade, são tecidas
algumas conjecturas sobre a natureza da bioenergia; em particular, a possibilidade
dela manifestar a disponibilidade energética do organismo. Há
um glossário onde os termos técnicos são explicados,
basta clicar no termo sublinhado.
(Após consultar o glossário,
clique no botão VOLTAR / BACK do seu browser para retornar ao texto
no ponto consultado.)
A energia de ligação
(capítulo 4.2 do livro)
A célebre equação relativista, E=mc2, expressa
uma equivalência entre matéria (m) e energia (E).
A teoria cosmológica do Big Bang
versa que no início dos tempos havia um universo minúsculo que consistia
unicamente de energia a altíssimas temperaturas. À medida que esse universo
se expandia ele se esfriava e uma parte desta energia foi se condensando
em algumas partículas subnucleares, que por sua vez foram se ligando para
formar a matéria tal como a conhecemos.
Mas o nível subnuclear de altíssima energia é um mundo
relativístico onde as forças entre partículas se exercem através de
uma troca de novas partículas, levando à unificação dos conceitos de força
e matéria. Não existe a possibilidade do elemento, tudo é relação. Portanto
podemos pensar na matéria como sendo uma primeira forma de ligação,
e no universo material como não tendo uma substância primordial, mas tendo
por base uma rede de interligações. Este primeiro nível de explicação
da matéria ainda está muito próximo do implicado,
pois os nós (as partículas) da rede (as forças) são uma rede (forças)
de nós (entre partículas), num mecanismo circular de envolvimento
/ desenvolvimento.
As ligações vão se dando em níveis de estratificação
crescentes: quarks se unem formando prótons e neutrons,
que por sua vez vão formar os núcleos atômicos. Os núcleos ligados aos
elétrons constituem os átomos, que por sua vez se ligam em moléculas.
Cada uma destas ligações envolve uma
certa quantidade de energia, a energia de ligação. Esta energia
se torna gradativamente mais fraca à medida que o nível de estratificação
fica mais complexo: a energia nuclear, que mantém o núcleo do átomo coeso,
é muito mais intensa que a energia química, decorrente das ligações entre
os átomos. Mas por outro lado, quando a energia de ligação é mais fraca,
ficam mais diversas as possibilidades de vinculação, que vão se combinando
de múltiplas formas gerando organizações cada vez mais complexas. Se o
número de elementos atômicos é da ordem de uma centena, a diversidade
de moléculas é imensa, e a de formas de vida maior ainda. Faz sentido
então, considerar como mais sutis no lugar de mais fracas essas formas
de ligação entre entidades cada vez mais complexas.
Cada novo nível de estratificação envolve uma nova ciência que estuda
suas vinculações. A química domina as ligações entre os átomos – como
a ligação co-valente e a ligação iônica[1] –, a física de estados
versa sobre as ligações entre as moléculas, a astronomia entre os corpos
celestes. A homeopatia está estudando as ligações entre as moléculas de
água (pelas pontes de hidrogênio) como geradoras
de complexas redes que vibram conforme a ativação propiciada pelas diferentes
substâncias – o princípio ativo. Viktor Schauberger[2] pesquisou a qualidade da água e as suas
propriedades energéticas decorrentes, essas propriedades parecem estar
vinculadas a estes (e talvez ainda a outros) níveis sutis de ligação.
Ele vai perceber na água em movimento características muito similares
àquelas que Reich notou como sendo próprias do orgone,
como as formas espiraladas que surgem nos turbilhonamentos. Como a água
é uma das bases da vida, é uma questão a ser investigada até que ponto
as propriedades energéticas mais sutis da vida encontram nas formas de
ligação da água o seu substrato estrutural.
Aqui estaremos não só interligando
o saber de várias áreas na busca de um entendimento do orgone e de sua
manifestação no vivo, a bioenergia, como também
aventaremos algumas hipóteses que o atual estágio tecnológico ainda não
permite que sejam testadas. Essas hipóteses são coerentes com o conhecimento
que dispomos e podem vir a orientar futuras pesquisas.
Uma das hipóteses aqui assumidas
é que, com exceção do oceano de energia cósmica,
que é de uma ordem totalmente implícita, a energia orgone se explicita
a partir deste oceano. Esta explicitação vai se constituindo através das
diferentes formas de energia de ligação, mesmo que algumas destas sejam
tão sutis que ainda não as conheçamos. A ligação é ao mesmo tempo uma
explic(it)ação do relacionamento implícito e uma implicação dos objetos
explícitos, ela faz a ponte entre essas duas ordens. Entretanto, como
veremos, o orgone não se confunde com nenhuma forma de energia de ligação.
Na matéria viva, aquilo que chamamos de bioenergia pode se manifestar
como um conjunto de formas distintas de energia de ligação, que se alternam
entre uma menor ou maior ligação à matéria, entre uma maior ou menor motilidade.
Por exemplo, o citoplasma, ao se contrair,
assume uma consistência sol que é mais viscosa e resistente ao movimento
que a consistência gel, que é assumida na expansão. Os intercâmbios
entre essas formas vão possibilitar uma alternância entre o acúmulo em um
estado mais carregado e uma descarga da energia através do movimento. Se
imaginarmos que além do sol, do gel e do princípio ativo podem haver ainda
inúmeras outras ligações mais sutis que ainda não foram descobertas, elas
constituiriam um conjunto das formas da energia orgone livre se vincular
à matéria, que se alternam numa pulsação entre a carga e a descarga, entre
uma maior e uma menor explicitação, que vão constituir o movimento
expressivo da vida. Em resumo, a bioenergia seria o efeito de uma dinâmica
de transmutações entre diferentes formas de energia
de ligação, comportando os processos de carga (acúmulo, ligação) e descarga
(movimento, desligamento).[3]
No nível bioquímico de transmutação energética, ocorre um ciclo de reações
em torno das moléculas de ATP que supre a célula da
energia necessária. No entanto, Leopoldo de Meis (1997) vai precisar a
fonte dessa energia em uma alteração entrópica,
ou seja, ao invés de entender-se a energia da célula como proveniente
do ATP, percebe-se que este vai apenas tornar disponível uma certa quantidade
de energia presente do meio ambiente da célula funcionando como um veículo
de transporte desta energia. Em contraste, os fosfoésteres não conseguem
desempenhar este papel.
"Instead of the classical definition of ATP as being
a high energy phosphate compound, we think that a more accurate definition
would be that ATP and other phosphate molecules possessing phosphoanhydride
bonds are molecules that permit the use of entropic energy. (…) Instead
of referring to phosphoesters as 'low energy', we may define them as phosphate
compounds that do not permit the use of entropic energy."[4]
Resumindo, mesmo quando a energia está presente no meio corporal, a sua
disponibilidade pode variar. Quando disponível, nos referimos a ela como
bioenergia[5]; quando não disponível, a pensamos como energia estagnada
ou mesmo DOR. Serão as formas de ligação que vão determinar
a sua disponibilidade, e isso é uma questão de organização, de como essa
energia propicia ligações que vão organizar a matéria e seus processos;
ou seja, está envolvida não apenas uma questão energética, mas uma questão
dinérgica, onde a informação presente é crucial,
ainda que ela esteja escrita em uma linguagem molecular.
Examinemos um processo de desencouraçamento. No organismo encouraçado,
a energia está mais fixada, há uma maior ligação à matéria que a mantém
restrita a determinadas partes do corpo, havendo pouca motilidade.
À medida que o organismo vai se desencouraçando, ocorre uma integração
de sua energia, que passa a fluir com mais facilidade dando uma maior
sensação de inteireza, e propiciando uma maior comunicação interna entre
as diferentes partes do corpo. Para que isso aconteça, a energia teve
que encontrar formas de ligação mais ágeis, que permitissem uma maior
possibilidade de troca e uma velocidade de transmutação mais rápida. São
portanto, formas de ligação menos ligadas à matéria, mais capazes de propagar-se
às regiões vizinhas com tal facilidade que multipliquem os vínculos, montando
uma ordem implícita que o nosso sistema sensoperceptor vai captar como
um todo pulsátil que propicia uma imensa sensação de bem-estar, de segurança
de si, e de uma leveza indicadora de ligações mais suaves. A energia de
ligação vai se tornar menos localizada, assumindo formas que se dão à
distâncias maiores, através de um aumento na interação entre órgãos distintos,
num metabolismo mais versátil. A auto-regulação
se torna mais distribuída, conjuntos mais complexos adquirem uma regulação
própria. Fazendo um paralelo com a engenharia de computação, o desencouraçamento
equivaleria à substituição de um hardware por um firmware,
por um software, ou mesmo por um netware.
O processamento se torna menos central e mais distribuído.
A base dos movimentos plasmáticos é esta conversão
entre a forma gel e a sol do citoplasma, liberando uma energia que constitui
essa ondulação. Podemos generalizar a constatação de Reich de que as emoções
são funcionalmente idênticas aos movimentos
plasmáticos, ela deve ser funcionalmente idêntica a todos os movimentos
decorrentes destas transduções entre as diferentes formas de ligação que
constituem a bioenergia. Assim estaremos abrangendo não só os diversos estratos
da motilidade (o das células, o dos órgãos, o do corpo integrado), como
a grande diversidade de fenômenos fisiológicos envolvidos nestes movimentos.
Na medida em que ela também envolve ligações mais sutis que vinculam
diferentes partes do corpo, formando e desfazendo um grande número de
interconexões possíveis em uma dinâmica bastante volátil, podemos pensar
em uma correspondência com os processos psíquicos de deslocamento
e condensação. Estes processos se tornam mais facilmente conscientes
em pessoas que têm em seu corpo uma maior qualidade de energia "livre"[6], como acontece em indivíduos menos encouraçados,
sejam eles psicóticos ou pessoas mais genitalizadas.
Daí concluímos que o recalque implica
em uma ligação da energia à matéria[7]. Da mesma forma que não é possível organização
psíquica sem recalque, não é possível a formação de uma identidade sem
que haja uma certa vinculação da motilidade que encontramos tão livre
no bebê; suas ligações voláteis vão ser organizadas em formas mais estáveis
que vão constituir a sua personalidade. É essa perda de alguns graus de
liberdade da energia, com uma diminuição na capacidade decorrente de formação
de vínculos em deslocamentos e condensações, que vai constituir o recalque
básico que estrutura o aparelho psíquico.
Mas não só o recalque organizador, mas também aquele que vai fixar o
caráter é fruto de uma fixação da energia à matéria. A pobreza associativa
do caráter compulsivo é acompanhada de um corpo denso, com uma energia
muito firmemente ligada, com pouca motilidade. Já no caráter histérico
temos uma maior riqueza de associações e um corpo ágil em contrapartida.
A função anal visa adquirir um controle do movimento do corpo, é uma função
de vinculação da energia livre à matéria, que forma esse controle diminuindo
os seus graus de liberdade[8]. Os caráteres anais decorrem de uma disfunção
da analidade que vai exacerbar essa fixação energética. No caráter
genital a energia ligada não se torna fixada, ela perde alguns graus
de liberdade de movimento para organizar o psiquismo, mas não perde os
graus de liberdade de transdução das ligações; os vínculos podem ser refeitos
à medida que se tornam desnecessários ou inconvenientes.
Uma hipótese que podemos aventar é a de que as formas DOR e oranur
de energia são manifestações decorrentes de um tipo de vinculação da energia
orgone à matéria através de alterações no seu tipo de ligação, de tal
modo que surge um padrão de organização desses vínculos que seria destrutivo
para as ligações sobre as quais a vida floresce.
O movimento livre não está sujeito a nenhuma das quatro forças
elementares da natureza, portanto, ele não envolve nenhuma energia
de ligação.[9]
Mas segundo a teoria da relatividade, só podemos falar em movimento livre
sob a ótica de um determinado observador, portanto esta energia
cinética envolvida no movimento é totalmente implícita.
Já o movimento que de alguma forma é restrito a determinadas condições,
como o movimento browniano das moléculas que constitui a energia térmica
de um objeto[10], ou a própria pulsação que resulta de
um limite superior e outro inferior, são formas mais ligadas ao objeto
(à matéria), menos relativas, mais explícitas. Vimos que o movimento resulta
da transmutação de uma energia mais ligada a uma energia cinética implícita,
propiciando uma descarga, e que o aumento da ligação da energia à matéria
vai diminuir o movimento e carregar essa matéria de energia. Portanto,
carga e descarga são resultantes dessa alternância da ligação da energia
à matéria, da pulsação entre a ordem explícita e a ordem implícita.
Podemos ainda pensar em energia de ligação de uma forma um pouco mais
abstrata, como a existente entre os grupos, ou mesmo na gramática de uma
linguagem. As disciplinas esotéricas falam de diversos corpos energéticos,
que talvez um dia venham a ser explicadas como formas de organização decorrentes
de ligações mais sutis que as hoje conhecidas, como foi o caso do magnetismo,
uma disciplina mística que se tornou científica quando as ligações que
ela envolvia foram explicadas.
Examinemos o grupo como um caso do princípio da Gestalt de que
"o todo é maior que a soma de suas partes". Do grupo
serial (como uma fila de banco) ao grupo institucionalizado (uma família,
uma empresa), há uma crescente coesão que se origina no investimento feito
por seus membros na constituição e na manutenção deste grupo. Portanto,
envolve uma energia de ligação, que é o próprio investimento no grupo.
Ou seja, o todo é a soma das partes mais a energia de ligação entre
elas, desde que passemos a conceber a boa forma como uma energia de
ligação sutil. A energia envolvida do holomovimento vai se desenvolver
na ligação das partes à medida que estas partes se envolvem entre si.
Esta energia de ligação é uma discriminação de algo que era todo e se
faz ligação entre elementos, contribuindo para a geração de algo coeso
que pode ser percebido como uma unicidade qualquer: um órgão, uma frase,
um ecossistema, um conceito, uma pedra.
Por outro lado, toda vinculação propicia alguma forma de organização,
de modo que toda ligação é dinérgica, ela engloba não só energia
mas também informação, uma ordem que é transposta de um todo implicado
para uma realidade desenvolvida. Em um trabalho anterior (Oliveira, 1996),
propus que considerássemos o próprio orgone como uma dinergia, um princípio
de funcionamento comum entre energia e informação. Ele reflete mais a disponibilidade energética do que a energia em si, e abrange
a informação contida nas formas de ligação da energia e na dinâmica de
transdução entre elas. Não podemos atrelar o conceito de orgone às formas
de energia de ligação, mas sim ao movimento de transformação que existe
entre estas formas, e à informação que elas veiculam.
Podemos então encarar os grupos como uma via de contato com o cosmos,
é como o todo se manifesta cedendo uma parte de sua imensa dinergia ao
nosso acesso. E se no nível do vivo essa energia de ligação toma uma forma
menos material, se manifestando como pertinência, instinto, afeto, cultura,
ou amor, podemos imaginar se esta não seria a base da espiritualidade:
um desenvolvimento dinérgico mais sutil e mais complexo, mais rico em
significado, que busca se alimentar da ordem implicada do todo. Um grupo
pode funcionar como uma antena cósmica que recebe uma dinergia que está
para além dele e a traz para o seio dos homens.
Se passarmos a reconhecer essa pulsação entre as ordens implícitas e
explícitas, entre o discriminado e o fusional, não só nos processos da
natureza como também nos conceitos da linguagem, será natural supor
que estas polaridades estejam implícitas nestes processos e conceitos.
Rompe-se a dicotomia entre o natural e o artificial, no sentido de supor-se
que o que é simbólico fica para além do natural, este também é uma decorrência
de uma ordem da natureza.
Glossário
- auto-regulação - conceito da cibernética
que designa a capacidade de alguns sistemas de tenderem dinâmicamente
para um estado de equilíbrio , eles são capazes de corrigir
desvios do equilíbrio introduzidos por estímulos. Nos
sistemas vivos, faz mais sentido falar-se em um desvio de um equilíbrio
dinâmico, e de uma auto-eco-regulação, ou seja
uma auto-regulação comum e mútua do oganismo/meio
ambiente. A auto-regulação foi um conceito usado por
Reich na compreensão da economia da energia do organismo.
- ATP - (trifosfato
de adenosina) molécula básica no processo do ciclo energético
da célula; ela armazena e transporta a energia necessária
aos processos celulares.
- bioenergia
- energia biológica derivada do orgone cósmico, manifestação
da energia do organismo. Neste artigo discute-se a possibilidade da
bioenergia ser mais uma disponibilidade energética do que uma
energia em si.
- caráter genital
- forma de caráter flexível e auto-eco-regulatório,
capaz de se preservar e de responder funcionalmente ao meio ambiente.
No caráter genital os mecanismos de defesa seriam usados apenas
de acordo com e durante a sua necessidade e conveniência. É
usado em contraposição ao caráter neurótico.
Hoje entende-se o caráter genital como um ponto de fuga, ou
melhor, um atrator no sentido da Teoria do Caos, um lugar para o qual
se tende sem nunca chegar a atingí-lo.
- citoplasma -
meio intracelular entre a membrana e o núcleo, o "recheio"
da célula.
- couraça
- Conceito introduzido por Reich para designar a estrutura de bloqueio
do fluxo de energia no organismo. Existe nos níveis do sistema
nervoso (do ectoderma), muscular (do mesoderma), e visceral (do endoderma).
- deslocamento e
condensação - termos psicanalíticos que representam
os modos de funcionamento dos processos inconscientes do psiquimo.
O deslocamento é a capacidade de representar (substituir)
um significado por um outro a ele associado, a condensação
é a capacidade de um único significado poder representar
vários outros..
- DOR - "Deadly
orgone" - Termo atribuído por Reich às formas
estagnadas da energia orgone, o DOR é tóxico.
- dinérgico
- referente à energia e à sua organização,
engloba energia e informação, está relacionado
à criação de padrões [do grego dia
"através" + energia]
- energia cinética
- energia do movimento de deslocamento, é a sempre relativa
a um determinado observador, é diferença de energia
para o observador entre um corpo em movimento e esse corpo parado.
- entropia - uma
medida da indisponibilidade energética, ou seja da energia
não disponível para a utilização. A entropia
também pode ser considerada como uma medida de desorganização,
de bagunça. A entropia de um sistema fechado nunca pode
diminuir (2ª lei da termodinâmica), mas um sistema aberto,
como as formas de vida, podem se organizar repassando o aumento da
entropia para fora de si. O universo, como um sistema fechado, tem
uma entropia sempre crescente, que é absorvida pela sua expansão
(o focado é mais organizado que o difuso). Em última
instância, é a expansão do espaço que possibilita
a organização da matéria.
- física de estados
- estuda os estados da matéria: sólido, líquido,
gasoso, plasma, supercondutor, etc...
- firmware - chip
programável apenas por mecanismos de hardware, um meio termo
entre o hardware e o software.
- forças elementares
- Na natureza há apenas 4 forças básicas: a eletromagnética,
a gravitacional, a nuclear fraca e a nuclear forte. Todas as demais
decorrem de efeitos destas elementares. Por exemplo, ao levantar um
copo, são as forças eletromagnéticas que impedem
as moléculas do meu corpo e penetrarem por entre as moléculas
do copo que vão se contrapor ao peso do copo (força
gravitacional) permitindo que eu o desloque.
- funcionalmente
idêntico - conceito do funcionalismo orgonômico (método
de investigação desenvolvido por Reich) para referir-se
a duas entidades distintas que, apesar de estarem em planos diferentes,
tem uma correspondência no nível da função
exercida.
- holomovimento
- a totalidade indivisível que está em permanente movimento.
É um conceito da física quântica introduzido por
David Bohm, sendo de uma ordem totalmente implicada,
refere-se às funções de onda quânticas.
- ligação
- qualquer força (de atração ou repulsão)
entre objetos, sejam eles partículas, átomos, moléculas,
seres, grupos, substâncias, etc... Toda uma ligação
comporta uma energia.
- ligação co-valente
- ligação entre átomos formada pelo compartilhamento
de elétrons.
ligação iônica -
ligação entre átomos decorrente das forças
provenientes de uma atração entre cargas elétricas
opostas.
- motilidade
- mobilidade interna
- movimento expressivo da
vida - termo usadao por Reich equivalente à bioenergia.
- movimento plasmático
- conceito pouco preciso usado por Reich referente a movimentos involuntátrios,
podendo-se referir desde movimentos do citoplasmasma aos movimentos
tissulares.
- mundo relativístico
- conjunto de fenômenos onde é necessário levar
em consideração a Teoria da Relatividade
- netware - programação
distribuída em rede ou a ou organização/inteligência
decorrente desta distribuição.
- nível de estratificação - conceito
da teoria de sistemas, são as diferentes camadas de organização,
que podem ser observados como mundos em si, como uma coerência
própria. Exemplos: o nível subatômico, o nível
atômico, o nível molecular, o nível celular, o
nível tissular, o nível dos seres, o nível das
sociedades, o nível dos ecossistemas, o nível cosmológico.
- oceano
de energia cósmica - energia orgone livre de massa presente
no cosmos, Reich descreve o orgone observável como crsitas
das ondas deste oceano. Eu o entendo como equivalente ao conceito
de holomovimento da física quântica.
- oranur - manifestação
hiperexcitada da energia orgone, capaz de atingir o "ponto fraco"
de cada organismo.
- ordem explicada, explícita
ou desenvolvida - uma das duas ordens básicas do universo.
Refere-se ao que pode ser diretamente observado, como a matéria
e os objetos.
- ordem implicada, implícita
ou envolvida - uma das duas ordens básicas do universo.
Refere-se ao que não é diretamente observável,
como os campos e as relações.
- orgone - forma
de energia primordial descoberta por Wilhelm Reich. O termo orgone
às vezes é usado indiscriminadamente, referindo-se tanto
ao orgone cósmico, implícito,
dissociado da matéria, que eu considero equivalente ao conceito
de holomovimento da física quântica, quanto a manifestações
explícitas dessa energia, vinculadas
a matéria, como vem sendo consideradas a bioenergia, OR, DOR
e Oranur.
- pontes de hidrogênio
- forças entre as moléculas de água, devidas
aos pólos elétricos decorrentes da assimetria desta
molécula.
- quark - partícula
subatômica de diversas nuances, cuja combinação
vai formar os prótons e nêutrons.
- recalque - conceito
da psicanálise que designa o processo de exclusão do
consciente de determinadas representações (pensamentos,
imagens, .recordações).
- teoria cosmológica
- Teoria sobre a formação e evolução do
universo.
- transmutação
- trâmite entre duas formas diferentes de energia. Por exemplo,
o fogo transmuta uma energia química em uma energia térmica.
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