O Corpo como construção imaginária:
repensando as psicoterapias corporais.
Carlos Eduardo Brito
Sinopse da dissertação de mestrado
Rio de Janeiro: PUC, março/1998.
Esta dissertação procura compreender e questionar as bases
de sustentação teórica para a prática clínica
das psicoterapias corporais originárias da obra de Wilhelm Reich.
Entendemos e ressaltamos a importância da “identidade funcional”
(Reich, 1994) entre o somático e o psíquico como forma de
potencializar a eficácia sensível da clínica. Demarcamos,
entretanto, o fato de que as correlações afetivas corporais
não só são produto de nossa singularidade biológica
mas também aparecem, principalmente, como um fenômeno construído
por nosso contexto cultural. Dessa maneira, especificamos as formas elaboradas
e sutis de gestão social sobre o corpo. A organização
social dos modos de lidar com o corpo encontra-se integrada ao desenvolvimento
do individualismo e da cultura do narcisismo. Sendo assim, propomos repensar
as conseqüências práticas do exercício clínico
das psicoterapias corporais no tecido social. Nossa inserção
como terapeutas no campo social implica, então, em uma constante
reflexão crítica sobre o discurso relativo ao corpo.
O Autor
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