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O R G O N izando

Produzido por José Guilherme Oliveira
 
 

Alguns conceitos básicos para entender a bioenergia

by José Guilherme C. Oliveira

© 1997 - Direitos Autorais Reservados - O autor autoriza a reprodução deste artigo desde que sem fins comerciais, sendo citada sua autoria e feita referência à esta página, situada em http://www.orgonizando.psc.br/artigos/bioenergia.htm. Caso sejam citados trechos do artigo, solicitamos cuidado para que o sentido da citação fora do contexto não venha a ser deturpado ou passível de má interpretação.

Veja também

A bioenergia como uma disponibilidade energética, artigo posterior do mesmo autor.

Conteúdo:

  • ALGUMAS NOÇÕES ADVINDAS DA FÍSICA
  • O ORGONE
  •  

    Como o conceito de bioenergia foi calcado em uma terminologia eletromecânica, faremos uma incursão na física para caracterizar a origem desses termos, e identificar algumas questões que ocorrem nas transposições.

    Alguns dos conceitos aqui apresentados estão simplificados de forma a torná-los mais acessíveis a um leitor de outra área. 

    I. ALGUMAS NOÇÕES ADVINDAS DA FÍSICA:

    As propriedades básicas

    Ao buscar quais são as características inerentes à matéria, podemos identificar três propriedades básicas: massa, carga e spin. As variações dessas propriedades nas partículas vão produzir todas as diversidades do mundo macroscópico.
    A Massa:
    Nosso conhecimento da massa se dá a um nível mais intuitivo através das noções de peso e de inércia, que é a resistência que a matéria oferece quando se tenta alterar o seu movimento. Por exemplo, quando um barco está chegando a um ancoradouro, podemos sentir sua inércia ao tentarmos parar seu movimento para poder atracá-lo [não é contra o seu peso que lutamos, pois o barco está sendo completamente sustentado pela água].

    No nosso cotidiano macroscópico só nos deparamos com massas positivas. As massas vão ser a origem das forças gravitacionais, que percebemos no peso das substâncias e através do movimento dos astros. Toda matéria atrai outra matéria, só que as forças gravitacionais são proporcionalmente tão pequenas, que só as percebemos quando ocorrem numa proporção astronômica, como a Terra que nos atrai para baixo.

    É curioso que não dispomos de uma percepção direta da massa, apenas somos capazes perceber uma massa através das forças envolvidas.

    As Cargas
    A carga [elétrica] é uma outra propriedade da matéria, que nos é conhecida através dos fenômenos eletromagnéticos. Uma carga pode ser positiva ou negativa. As cargas vão ser a origem das forças elétricas, mas, ao contrário das forças gravitacionais que são sempre de atração, as cargas de mesmo sinal se repelem e as de sinal oposto se atraem.

    As forças elétricas são proporcionalmente muito maiores que as gravitacionais, podemos percebê-las mesmo entre corpos de tamanho mediano, como quando uma suéter de lã atrai os nossos cabelos. Outra percepção intuitiva que temos das cargas elétricas é a sensação do choque elétrico, que ocorre quando há um comboio de cargas [a corrente elétrica] se movendo através do nosso corpo. Por serem essas forças tão mais significativas em pequenas quantidades é que é possível que todo o nosso sistema nervoso tenha sua fisiologia calcada numa base elétrica, através do acúmulo e da transmissão de cargas entre os neurônios.

    Em todo corpo há uma imensidão de cargas há mais cargas elétricas em um homem do que há estrelas no universo mas as cargas positivas e negativas tendem a se equilibrar de forma que a carga total dos corpos em geral é praticamente nula. Dizemos que um corpo está carregado eletricamente, quando há um desequilíbrio que gera um excesso de cargas (positivas ou negativas). Nós não dispomos de uma sensação que distinga as cargas positivas ou negativas, tudo o que podemos perceber são as forças geradas por essas cargas.

    Entre dois corpos que estejam diferentemente carregados (por exemplo um deles carregado negativamente (excesso de cargas negativas) e o outro positivamente, cria-se uma tensão. Como as cargas de sinal oposto se atraem, essa atração é uma força que as impele a se aproximarem e portanto, anular a soma de suas cargas, atingindo um novo equilíbrio. É isso que caracteriza a descarga: a busca de um equilíbrio que una positivos e negativos. Portanto, todo desequilíbrio elétrico gera uma tensão que busca uma descarga para se reequilibrar.

    Cabe tomar cuidado, porque o conceito de carga existe no linguajar cotidiano para além do conceito de carga elétrica da física. Por exemplo, dizemos que um caminhão está muito carregado, mas neste caso estamos nos referindo à massa e não à carga elétrica. Isso porque a noção original de carga era uma expressão de quantidade, que a física tomou emprestada para designar as quantidades elétricas. Por ter um significado mais coloquial e mais amplo, veremos mais tarde que a palavra carga foi transposta para designar uma carga orgonótica, que tem um significado que é muito distinto da carga elétrica.

    O spin
    O spin é parecido com um movimento de rotação em torno do eixo de uma partícula. Como os spins não geram forças que movimentem as partículas, não podemos ter uma percepção intuitiva deles. No entanto, as partículas fazem trocas de spin entre si.

    Há teorias que conceituam que, enquanto os processos mentais tem seu lado fisiológico calcado na dinâmica elétrica, o seu lado psíquico estaria calcado nas trocas de spin.

    Conceitos derivados

    O Campo Elétrico

    Tanto as forças gravitacionais quanto as forças elétricas dependem das distâncias envolvidas: quanto mais próximos os corpos, maiores as forças entre eles.

    A partir do conceito de força, podemos imaginar o que seria o conceito de campo. Por exemplo, no caso das cargas elétricas, pensando-se no espaço no entorno de uma carga, quanto mais próxima desta carga estiver uma região, maior será a força sobre outra carga que passe por essa região do espaço. Ou seja, quanto mais próximo da carga, maior o potencial que existe no espaço vizinho para atrair ou repelir um transeunte.

    Ora, se podemos atribuir um potencial elétrico a um ponto do espaço, podemos notar uma diferença de potencial, entre dois pontos quaisquer. E pode-se demonstrar que a diferença de potencial nada mais é que a medida da tensão que busca a descargacampo 1

    Um campo seria portanto, o conjunto dos potenciais de diferentes pontos do espaço no entorno de uma [partícula de] origem.

    Podemos visualizar um campo pela forma da trajetória tomada pela descarga. No caso de uma única carga de origem, qualquer outra carga seria atraída (ou repelida) em linha reta para ela não importa qual fosse o ponto do espaço onde se encontrasse, como ao lado:

    A junção de dois ou mais campos

    No caso de mais de um campo os potenciais referentes, cada um deles se soma produzindo um campo comum, conforme os diagramas:
    2 cargas opostas 2 cargas iguais
    duas cargas opostas cargas de mesmo sinal

    O magnetismo:

    Quando uma carga se movimenta o seu campo ganha características magnéticas além das elétricas. Este campo em movimento, que tem características elétricas e magnéticas, é denominado de um campo eletromagnético.

    Quando esse movimento é cíclico, como numa órbita, temos o efeito de um ímã com dois pólos, norte e sul. Com a Terra tem um núcleo metálico onde circulam correntes elétricas, ela forma seu campo magnético. Nas substâncias imantadas, ocorre um certo alinhamento das órbitas dos elétrons, formando pequenos campos que se somam.

    As Ondas Eletromagnéticas

    O campo eletromagnético que se desloca vai tomar a forma de uma onda, onde os componentes elétrico e o magnético se alternam, daí o nome de ondas eletromagnéticas.

    Essa alternância das ondas eletromagnéticas pode se dar de forma mais rápida (maior freqüência) ou mais lenta. Quando é rápido, o comprimento da onda é curto, quando mais lento, maior o comprimento da onda. Esses comprimentos variam desde dimensões ínfimas, subnucleares até dimensões macroscópicas.

    Dependendo do comprimento da onda, ela poderá interagir com a matéria de dimensões similares, gerando assim os diferentes tipos de ondas eletromagnéticas: ondas de rádio, microondas, calor, infravermelho, luz, ultravioleta, raios-X, gama ou cósmicos. As nossas antenas captam as ondas de comprimentos da ordem de centímetros (ondas de rádio e TV), já a luz interage com os átomos por terem dimensões semelhantes, em comprimentos menores ainda, como os nucleares, temos os raios-X.

    As ondas tem a propriedade de poder transmitir informação. Por exemplo, se eu aumento a velocidade de um barco, uma pessoa que não vê o barco mas que vê suas marolas, pode deduzir que o barco foi acelerado pela variação que ela observa nas ondas. Muitos dos nossos sistemas de comunicação tem suas bases em ondas: o som nas ondas sonoras do ar e das substâncias, o rádio e a TV e as transmissões via satélite nas ondas eletromagnéticas, o telefone em ondas também eletromagnéticas canalizadas em dutos.

    A ondas eletromagnéticas também podem ser encaradas como sendo um movimento de partículas (os fotons), num fenômeno de dualidade.

    A radiação

    Radiação é um termo genérico utilizado sempre que temos uma propagação pelo espaço à distância. Uma radiação pode ser uma onda eletromagnética ou um fluxo qualquer de partículas livres (não vinculadas a um átomo) como elétrons, neutrons, e agregados mais complexos.

    Não se deve confundir radiação com radioatividade, que é uma reação a nível nuclear que produz diversos tipos de radiação.

    O campo gravitacional

    As forças gravitacionais, ao contrário das forças elétricas, não buscam uma neutralização de cargas, mas uma união das massas. Mas, de uma forma similar, podemos definir uma tensão que busca essa união, e portanto um potencial, e um subseqüente campo gravitacional.

    A energia

    Conceito

    Em termos físicos, energia é a capacidade de realizar trabalho, de deslocar forças. Por exemplo, a Terra não necessidade de energia para sustentar uma montanha estática, mas gasta energia na erupção de um vulcão, porque ali há um movimento aplicado a uma resistência (a inércia do material expelido).

    Formas

    A energia pode existir sob várias formas: Lei da conservação da energia (1ª lei da termodinâmica): Todas essas formas de energia podem se transmutar (converter) umas nas outras, mas nunca a energia nunca pode ser criada ou se perder, ela sempre se conserva.

    A entropia

    Mesmo se conservando, em uma transformação a energia pode se "degradar", isto é, perder a possibilidade de ser convertida em trabalho útil. Isso acontece por exemplo, quando colocamos gelo numa panela de água quente. Seria possível usar a energia tendo uma fonte quente (panela) e outra fria (gelo), mas não mais tendo apenas a água morna. A entropia é esta energia que não está disponível para realizar trabalho.

    Lei da entropia (2ª lei da termodinâmica): Nos processos irreversíveis a entropia aumenta, nos reversíveis ela permanece a mesma. A entropia de um sistema fechado nunca diminui.

    Existem algumas conceitos que são interpretações limitadas da noção matemática de entropia, e deram margem a conclusões descabidas. Esta questão é importante porque os contra-exemplos parecem questionar a 2ª lei, quando na verdade o erro está na interpretação do conceito.

    Um primeiro exemplo é a associação dos conceitos de entropia e bagunça. Parece ser verdade a maior parece do tempo, mas o conceito de bagunça depende do conceito de ordem, e este é subjetivo.

    O próprio conceito de trabalho útil também é questionável, útil para o que ou para quem?

    Outro exemplo, é o da relação entre o aumento de homogeneidade e o da entropia. Ora, se a entropia nunca diminui, a tendência do universo seria caminhar para uma mesmice total, um limbo onde nenhum processo poderia acontecer (a morte térmica). Mas como poderia ter surgido a vida, cada vez mais complexa no seu processo evolutivo, dentro dessas condições? Hoje sabe-se que há processos que produzem estados mais heterogêneos localizados, apesar da entropia total continuar aumentando.

    A esses processos, do qual a vida é o mais patente, tem-se dado o discutível nome de neguentrópicos, mas na verdade eles não subvertem a lei da entropia.

    A principal crítica a esta lei ainda é o fato de que ela se aplica a sistemas fechados, e não há sistemas fechados no universo, apenas aproximações.

    A conversão energia - massa

    Segundo a teoria cosmológica predominante do Big-Bang, e em muitas das suas variações menos conhecidas, no início dos tempos havia apenas energia, basicamente sob a forma eletromagnética. Sua freqüência era muito maior que as maiores freqüências conhecidas hoje (raios cósmicos), essa alta agitação eqüivale a uma alta temperatura. À medida que o universo foi expandindo, ele esfriou e parte dessa energia se condensou em matéria.

    Essa condensação se dá numa proporção extrema para os nossos padrões: é necessidade muita energia para formar um mínimo de matéria. Em uma explosão nuclear, ocorre o inverso, quando uma minúscula fração da matéria é desintegrada e reconvertida em energia.

    Implicações da física quântica

    A partir do enfoque quântico, foi-se tornando cada vez mais presente na nossa ciência a possibilidade da existência no universo de uma imensa quantidade de energia à qual não teríamos acesso. Essa quantidade de energia seria tão grande, que a todo o resto do universo seria proporcionalmente mais insignificante perante ela que uma única partícula em todo o cosmo.

    Entretanto, essa energia seria tão homogênea, que não teríamos percebê-la. É algo parecido com a pressão atmosférica, que apesar de nos pressionar com 1 quilo a cada centímetro quadrado do corpo, nos passa desapercebida porque é a mesma em todas as direções.

    A física quântica também comporta o fenômeno de sincronicidade (não-localidade), que seria a possibilidade de dois fenômenos distantes simultâneos estarem interligados sem uma relação de causa e efeito entre si. Esse fenômeno aponta para uma interconexão integrada do universo.

    Apesar da formulação matemática deste ramo da física estar bastante comprovado, as fórmulas podem ser (e têm sido) interpretadas de inúmeras formas distintas. A sua interpretação tradicional é uma interpretação de base probabilística. Entretanto, Bohm propôs uma nova interpretação, onde essa função representaria um conhecimento (informação) que regeria o comportamento sub-atômico.

    A partir dessa base, ele conceitua dois tipos de ordem: uma, que nós conhecemos, denominada desenvolvida (ou explícita, explicada). A segunda seria como que uma ordem que existe mas que ainda não foi revelada, denominada de envolvida (ou implícita, implicada). Na forma desenvolvida as partículas teriam a sua individualidade assegurada, mas na forma envolvida elas se fundiriam com o resto do cosmos, havendo uma pulsação extremamente rápida entre essas duas formas. Na forma envolvida esse todo fundido constitui o que ele denominou de holomovimento, onde cada fração contém a informação do todo como em um holograma, mas que está em movimento permanente.

    Portanto, o holomovimento disporia de uma energia e de um conhecimento imensos, sendo o conceito que mais se aproxima da noção de orgone introduzida por Reich. 

    II. O ORGONE

    Conceito

    Reich conceituou uma energia cósmica universal, o orgone, que pode assumir uma forma livre, cósmica, e outra ligada à matéria viva, bioenergética.

    Muitos de seus seguidores trabalham apenas com o conceito bioenergético do orgone, como acontece na biodinâmica e na bioenergética.

    Essa energia produz nos organismos algumas atividades bioelétricas e biomecânicas. A partir daí foi feita uma série de transposições de termos usados na física, que em muito dificultam a discriminação no seu estudo, principalmente porque algumas das suas características são antagônicas aos processos elétricos ou mecânicos. Fala-se de uma carga energética, e de fenômenos de descarga, usa-se os termos tensão, campo, potencial e onda com significados às vezes semelhantes, mas às vezes distintos mas confundidos com os seus equivalentes eletromecânicos.

    Fala-se de uma carga energética, orgonótica, mas ao contrário da carga elétrica, não foi possível ainda discriminar exatamente o que é isso em termos físicos (N.A.). É importante ter em mente que ela não é uma carga elétrica, apesar de às vezes produzir uma concentração de cargas elétricas na pele.

    Reich fala que, no organismo desencouraçado, o próprio orgone do corpo pode reagir ao orgone externo numa percepção direta, para além dos mecanismos fisiológicos. Mas uma parte da nossa percepção dos fenômenos orgonóticos passa pelas suas manifestações fisiológicas (temperatura, cor, movimentos livres, harmonia da postura, etc.). Mas as manifestações fisiológicas não são o fenômeno em si, a energia orgone não é a energia que poderia ser medida mecanicamente nos tremores e ondas, nem eletricamente nas diferenças de potencial da pele, é muitas vezes maior que essas medidas.

    Energia, conhecimento e dinergia

    Uma importante característica do orgone é seu caráter organizador, curativo, harmonizador, gerador de complexidade, evolutivo, agregador, auto-regulador, "neguentrópico". Reich reconhece o orgone como tendo um comportamento carregado de significado ("meaningful behavior"). É como se ele fosse uma forma sábia de energia que propicia o equilíbrio dinâmico dos ecossistemas.

    Ora, essas características não são da esfera da energia, mas da esfera da ordem, da informação, do conhecimento, do julgamento. Portanto, me parece que é limitador falar do orgone como uma forma de energia, por mais cósmica ou universal que ela seja. A energia é apenas uma faceta do orgone, a outra é o seu conhecimento, o significado que, vinculado pela energia, produz esse comportamento inteligente.

    Doczi se deparou com uma questão semelhante ao perceber que os processos de crescimento existentes na natureza são regidos pela proporção áurea e portanto trazem um conhecimento embutido. Ele propôs então o termo dinergia (dia-energia: através da energia).

    Nos parece que o orgone é dinérgico, um princípio de funcionamento comum entre energia e conhecimento, que seria a mola mestre do processo de auto-regulação e de evolução do universo.

    É possível que esse imenso "oceano de energia cósmica" citado por Reich tenha sua fonte na energia ponto-zero que está sendo hoje cada vez mais reconhecida pelos físicos.

    A economia energética e 
    o metabolismo do orgone

    A economia energética dos organismos passa por um processo de quatro fases: tensão, carga, descarga e relaxamento. A fase de carga é limitada pelo potencial orgonótico do organismo, que é um nível máximo de carga que aquele organismo pode suportar. O encouraçamento e a velhice diminuem o potencial orgonótico. Na descarga a carga orgonótica não desce a zero, que seria a morte, mas se aproxima do potencial orgonótico do meio ambiente.

    Em um organismo sadio, a energia orgone está sempre em movimento, é chamada de energia OR. Em um organismo encouraçado, a descarga é limitada, e uma boa parte da energia OR não consegue ser descarregada, ficando então aprisionada. Ela então se converte em energia DOR (Deadly ORgone), uma forma estagnada dessa energia, gerando neuroses e doenças. Quando o bloqueio é eliminado, a energia DOR encontra uma forma de eliminação de seus resíduos tóxicos nas excreções e a energia volta ao movimento no organismo sobre a forma OR.

    O movimento da energia OR assume duas formas básicas: a pulsação e a onda. Em termos biomecânicos, ele se dá desde o nível citoplasmático nas células, até os movimentos musculares convulsivos, com diversas manifestações espontâneas intermediárias (tremores, ondas e pulsações diversas). O seu sentido básico é ascendente pelas costas e descendente pela frente. Durante o ato sexual a energia OR circula entre os dois organismos cruzando-os através dos genitais.

    O campo orgonótico

    No entorno de cada corpo (objetos, organismos e astros) forma-se um envoltório orgonótico de energia ("aura"), e um campo energético, em maior ou menor escala. Esses envoltórios e campos interagem, sendo a percepção desse campo um mecanismo sensório que é facilitado pela intuição.

    Apesar de ser possível medir um campo orgonótico de várias formas eletromecânicas, nenhuma é tão confiável quanto a nossa percepção sensório-emocional quando é estabelecido um forte contato. O contato propicia um nível de comunicação a nível de campo, que envolve não só os dois organismos, mas que facilita uma sintonia com um campo orgonótico mais universal, propiciando os insights a incorporação de uma sabedoria que revela novas ordens e significados. Não é à toa que algo na direção de uma fusão cósmica é propiciada pelo orgasmo.

    Nota do Autor

    Em artigo mais recente, A bioenergia como uma disponibilidade energética, volto a abordar este assunto com algumas indicações sobre a manifestação física da carga orgonótica.

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